segunda-feira, 10 de julho de 2017

Vamos falar de: Contos da Academia dos Caçadores de Sombras

Contos da Academia dos Caçadores de SombrasTítulo: Contos da Academia dos Caçadores de Sombras
Autores: Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman
Editora: Galera Record
Quantidade de páginas: 504
Publicação: 2017

Sinopse: Simon não se lembra do seu passado, das aventuras que viveu ao lado dos amigos... Nem sequer sabe quem é, de fato. Então, quando a Academia de Caçadores de Sombras reabre, o rapaz mergulha nesse novo mundo, determinado a se reencontrar. Mesmo sem ter certeza de que quer voltar a ser aquele velho Simon de antes.

“Não sabia por que os livros não o ensinavam a falar de um jeito que as pessoas quisessem ouvir”

 Cassandra Clare é daquelas autoras em que a gente lê até a sua lista do supermercado e não sai decepcionado, e com os “Contos da Academia dos Caçadores de Sombras”  não foi diferente. Em 10 contos, a autora em parceria com outros 3 autores narra a difícil jornada de um aprendiz de shadowhunter.
 Simon Lewis, nosso querido ex-vampiro, é agora um aluno da Academia dos Caçadores de Sombras, e cada conto além de apresentar seu duro trajeto até a sua ascensão como um shadowhunter, revisita antigos e amados personagens de todo o universo criado pela autora, tornando a leitura das outras 3 séries lançadas até agora por ela fundamental.

“Somos o que nosso passado fez de nós [...] O acúmulo de milhares de escolhas diárias. Podemos mudar, mas jamais podemos apagar o que fomos.”

 No final de Cidade do Fogo Celestial, para salvar seus amigos de um Demônio Maior, Simon abre mão de todas as suas memórias sobre o mundo das sombras, e isso inclui as pessoas que ele conhecia e sua condição como vampiro. A única solução para se reconectar com esse mundo perdido é entrando para a nova “escola” de caçadores de sombras.
 Após toda tragédia e as inúmeras vidas perdidas no livro Cidade do Fogo Celestial, a alternativa para restaurar a sociedade shadowhunters é procurar pelo mundo Mundanos que tenham “A Visão” e que estejam dispostos a acender como um shadowhunter.

 O que Simon não esperava era a decadência em que a Academia se encontra, com sua construção caindo aos pedaços, paredes dominadas pelo lodo, banheiros que não se pode utilizar, falta de comida, uma infestação de ratos e pior do que tudo isso está o preconceito com que os nascidos shadowhunters tratam os Mundanos. Todos esses fatores contribuem para que Simon questione em vários momentos seu futuro dentro dessa sociedade.

“[...] Como podemos esperar que você acredite em alguma coisa ou em alguém, se você não acredita em si mesmo?” 

 Em meio a esse mundo que é ao mesmo tempo novo e familiar, Simon estabelece novos laços de amizade com seus companheiros de academia e restabelece laços que pareciam estar perdidos, como sua amizade por Clare e seu amor por Isabelle. E apesar de todo o trabalho duro e a confusão de seus sentimentos ele ainda encontra tempo para descobrir segredos de seu novo mundo, como a história do Herondale perdido e o que aconteceu com os irmãos Blackthorn (Arthur e Andrew) enquanto estavam presos no reino das fadas, e a origem dos Blackthorn meio fadas, Helen e Mark.

“... Te amo, não importa o que aconteça. Pessoas falam essas coisas sem pensar nas possíveis conjunturas tenebrosas ou nas condições terríveis, no mundo inteiro mudando e no amor escapando. Ninguém imaginava que seu amor seria testado e que fracassaria.”

  Como sempre Cassandra Clare criou personagens maravilhosos, e os envolveu em uma história muito bem construída que vela muito a pena ser lido.  

Por: Erika Duarte

terça-feira, 4 de julho de 2017

Vamos falar de: Diário de um ladrão de oxigênio

Boa noite! 
Tudo bem com vocês? <3

Ontem terminei um livro que já estava na minha lista de desejados há um bom tempo! Consegui adquiri-lo semana passada (uhuuul \o/) e, apesar de ter lido alguns comentários negativos sobre ele, decidi também compartilhar com vocês a minha opinião.





Título: Diário de um ladrão de oxigênio
Autor: Anônimo 
Editora: Intrínseca
Quantidade de páginas: 160
Publicação: 2016
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A curiosidade já começa na própria capa: O autor resolveu não se identificar.
Não sei vocês, mas eu nunca tinha lido nada de um anônimo. Sou do tipo de leitora que, após ler alguma obra, procura tudo sobre o escritor(a), seja para saber sobre a história dele(a), o motivo de ter escrito, etc. Ao menos neste caso, já no próprio livro, as circunstâncias que levaram esse misterioso homem à escreve-lo fica muito evidente, o que acabou sendo uma espécie de "consolo" para mim.
Como já se pode identificar na sinopse, o anônimo é um ser paranoico que resolveu contar sua história enfatizando sua relação com a bebida e as mulheres. Algo que o fazia sentir prazer e alegria era machuca-las psicologicamente e, para isso, ele tinha uma espécie de esquema: Assim que percebia que elas estavam apaixonadas por ele começava a lhes causar sofrimento. 

"[...] De algum modo eu conseguia atrair aquelas criaturas para o meu covil. Passava metade do tempo tentando afastá-las, mas isso tinha o efeito contrário. E o fato de elas se sentirem atraídas por um merda como eu fazia com que as odiasse ainda mais do que se rissem na minha cara e fossem embora. [...]"
P. 10

O autor é definitivamente um homem desprezível e cruel em muitos dos seus relatos, porém, além da repulsa que eu como mulher inevitavelmente senti por ele, teve outra coisa que chamou mais a minha atenção nessa história toda. É evidente que por trás de uma pessoa problemática, na maior parte das vezes, há uma história traumática (ou até várias delas) e isso é até mencionado em um determinado momento, porém o anônimo não quer que o leitor sinta pena dele, o que faz com que ele não se aprofunde nos assuntos levantados. 
Em minha interpretação, o escritor se odeia e quer que as mulheres o odeiem também, talvez por achar que merecer o ódio é uma forma de justificar tudo o que aconteceu com ele ou para se sentir superior. Enfim, há várias interpretações e coisas incompletas que, se percebidas, fazem toda a diferença.

"[...] Não somos punidos pelos pecados que cometemos; eles é que nos punem. [...]"
P.31

Claro que, em um momento de sua vida, ele decide largar a bebida, fica por anos sem se relacionar com nenhuma mulher e começa a ter uma vida profissional bem sucedida, ganhando até uma certa fama no ramo publicitário (talvez este também seja um dos motivos pelo qual ele resolveu não se identificar). É nessa fase que ele conhece Aisling e se apaixona por ela.
Sabe quando dizem que o mundo dá voltas? É bem isso que acontece! 
Não vou entrar em detalhes sobre a relação dos dois, porém, acreditem, ele teve um pouco do que mereceu e sabe disso. Como citei anteriormente, pelo que percebi, ele não queria que o leitor sentisse empatia por ele, apenas escreveu para desabafar e se proteger (quem resolver ler o livro entenderá esta parte).
Não foi uma das minhas melhores leituras (confesso), porém achei extremamente interessante entender um pouco do que se passa na mente de um homem como ele e que, convenhamos, lembra muitos por aí. 
Para finalizar, deixo uma frase que contém no verso do livro e que foi bem mencionada durante a leitura: Pessoas machucadas machucam pessoas. Não é um padrão, é claro, mas faz sentido em alguns casos. 

Espero que tenham gostado da postagem de hoje!
Até a próxima!
Por: Ellen Diniz

terça-feira, 27 de junho de 2017

Vamos falar de: Melodia Mortal

Boa noite! <3
Como estão as leituras de vocês? 
As minha estão INCRÍVEIS! Este ano as editoras capricharam nos lançamentos né? *_*

Tive o prazer de no começo deste mês (dia 10) ouvir o Pedro Bandeira falar em um evento organizado pela livraria Fnac do Shopping Morumbi. Claro que já conhecia muitas obras dele, porém não tinha tido o prazer de ler nenhuma (e sim, eu sei que isto é uma vergonha). 
Como nunca é tarde para apreciar o que é bom, aproveitei o lançamento de seu novo livro de ficção voltado para o público adulto e adquiri o meu exemplar. 




Título: Melodia mortal
Autores: Pedro Bandeira e Guido Carlos Levi
Editora: Fábrica231 (Editora Rocco)
Quantidade de páginas: 240
Publicação: 2017
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Vincenzo Bellini, Frédéric Chopin, Mozart, Tchaikovsky, Robert Schumann e Ludwig van Beethoven: Quem nunca ouviu falar em ao menos um destes grandes artistas? Todos eles foram gênios que ingressaram na música ainda jovens e que deixaram suas marcas na história com seus talentos inigualáveis.
Além da música, estes homens também tem em comum algo muito interessante: A morte de todos eles é cercada por mistérios e incertezas que até hoje são questionados por muitos estudiosos. 
Durante alguns de seus trabalhos, adivinhem quem também tem dúvidas sobre o que pode ter acontecido com estes músicos? Ninguém mais ninguém menos do que o famoso detetive Sherlock Holmes!
Como sempre os contos, que foram mantidos em segredo até então, tem como escritor e narrador o fiel amigo e parceiro de Holmes, o Dr. John H. Watson.
Encontrados e compartilhados pela Confraria dos médicos Sherlockianos, que é um grupo formado por doze especialistas renomados e bem sucedidos em suas carreiras, cada conto, após lido, é discutido e debatido por eles juntando todas as possíveis causas médicas que levaram cada um desses músicos a falecer precocemente. 
São no total seis contos e cada um deles refere-se à um músico por vez. Após serem mostrados em cada capítulo, possuem na sequência a reunião com os médicos.  

"[...] E, pelo bem ou pelo mal, é a lei que faz um país, senhor detetive inglês. [...]"
P. 136
  
Me fascina quando um livro, além de entreter, nos faz querer pesquisar e conhecer mais sobre certos assuntos.  Pedro e o Dr. Guido, além de trazer Holmes e Watson para uma obra atual e matar ao menos um pouco a saudade dos fãs, também nos enriquece com seus conhecimentos, deixando nítida a pesquisa minuciosa feita para todos os casos. É impossível não ficar curioso(a)! Por diversas vezes me vi pesquisando algo não só sobre a história dos músicos, mas também sobre certos diagnósticos médicos ----> (risos).
Também gostei bastante que, no final de cada capítulo, os autores deixam aos leitores indicações de composições, além da breve história de cada um dos artistas.

Para finalizar, além de dizer que estou encantada (o que é bem evidente), compartilho com vocês uma das frases que mais gostei no livro e que acredito que simplifica a opinião dos autores quanto aos famosos músicos que se eternizaram por meio de suas obras:

"[...] A morte de grandes compositores... - devaneou. - Acho que não é importante saber a causa de eles terem deixado de existir, meu caro Watson. O que importa para a humanidade é o privilégio de eles terem existido! [...]"
P.239 

Espero que tenham gostado! <3
Já estou me preparando para novas aventuras!
Por: Ellen Diniz

sábado, 24 de junho de 2017

Vamos falar de: O Acordo

O Acordo
Título: O Acordo 
Autora: Elle Kennedy
Editora: Paralela
Quantidade de páginas: 360
Publicação: 2016

Sinopse: Hannah Wells finalmente encontrou alguém que é interessasse. Mas, embora seja autoconfiante em vários outros aspectos da vida, carrega nas costas uma bagagem e tanto quando o assunto é sexo e sedução. Não vai ter jeito: ela vai ter que sair da zona de conforto Mesmo que isso signifique dar aulas particulares para o infantil, irritante e convencido capitão do time de hóquei, em troca de um encontro de mentirinha.
Tudo o que Garrett Graham quer é se formar para poder jogar hóquei profissional. Mas suas notas cada vez mais baixas estão ameaçando arruinar tudo aquilo pelo qual tanto se dedicou. Se ajudar uma garota linda e sarcástica a fazer ciúmes em outro cara puder garantir sua vaga no time, ele topa. Mas o que era apenas uma troca de favores entre dois opostos acaba se tornando uma amizade inesperada. Até que um beijo faz com que Hannah e Garret precisem repensar os termos de seu acordo.


 Já falei aqui sobre o meu amor por romances? E se for um New Adult então, é garantia de que mais uma história vai entrar para o coração. E foi exatamente isso que aconteceu com o Acordo da autora Elle Kennedy, que a principio não me prendeu, mas após ver muitas críticas positivas resolvi dar uma chance, e que bom que fiz isso. A história possui tudo aquilo que gosto em um livro desse gênero: é leve, rápido, contém um toque de humor e é clichê, perfeito para as horas em que a tão famosa ressaca literária ataca.

 A história se passa na Universidade de Briar e todos os personagens estão na casa dos 20 anos, sendo nossos protagonistas Hannah Wells, Garret Graham e seus colegas de quarto.

 Hannah Wells é linda, sarcástica, inteligente e talentosa aluna de música, que possui um passado traumático que a fechou para os relacionamentos amorosos. Ela é forte e decidida e parece ter todos os aspectos da sua vida sob controle, exceto a parte amorosa, até um dos astros do time de futebol americano passar a chamar sua atenção. Junto com esse interesse nasce uma esperança dela finalmente superar seus traumas e ser feliz com ele.
 Garret Graham é o capitão do vitorioso time de Hóquei da universidade e o esporte é sua vida. Filho de um pai agressivo, ele encontrou no hóquei seu escape e desde então se dedica totalmente a ele. Dono de um bom senso de humor e uma inteligência oculta, Garret se deixa levar pelas aparências e faz jus a fama que recebe.
 Porém, uma nota baixa em filosofia coloca em risco sua média ideal, e consequentemente sua vaga no time, e isso ele nunca poderia deixar acontecer.
 E se a chave para entender a matéria e aumentar as suas notas for implorar pela ajuda da geniosa Hannah Wells ele fará, e se a condição dela for a sua ajuda para conquistar Justin Kohl, novo jogador de futebol americano, mais fácil ainda.

"Nunca esperei por ela. Às vezes, as pessoas entram na sua vida e, de repente, você não sabe como foi capaz de viver sem elas antes. E já não consegue entender como vivia a vida, saía com os amigos e dormia com outras pessoas sem ter essa pessoa importante na sua vida."

 A história é totalmente previsível, todos podemos imaginar como essas aulas vão acabar, e acordos desse tipo nunca dão certo, é quase uma regra da literatura.
 Mas o bom dessa historia é que você percebe como a relação deles surge. Não é um amor instantâneo, é mais uma cumplicidade que vai se formando até virar amor, e o fato da Hannah não sofrer de problemas de auto-estima já é um bônus.
 O livro também trata de assuntos pesados como estupro e agressão, tanto de menores quanto de mulheres, mas a autora tratou tudo de um jeito muito leve, dando a sua devida importância, mas não deixando que se tornasse o centro da história.

    O livro possui inúmeros defeitos e se fosse analisar criticamente poderia levantar alguns assuntos para discussão, mas se colocarmos em mente que esse livro é puro entretenimento a leitura será muito prazerosa.

 Afinal, nem só de livros reflexivos se vive o leitor. 


Por: Erika Duarte

sábado, 17 de junho de 2017

Vamos falar de: Somos Guerreiras

Boa noite pessoal!
Tudo bem com vocês? 
Hoje terminei mais um livro e, é claro, aqui estou eu para falar dele com vocês! <3

Na sessão intrínseca que participamos neste semestre (para mais detalhes, clique aqui), um dos livros que recebemos foi o "Somos Guerreiras", escrito pela Glennon Doyle Melton. 
A editora apostou muito na obra durante este período, gerando várias mobilizações na internet e até desabafos de algumas leitoras. 
Antes de contar e explicar um pouco sobre ele, preciso dizer o seguinte: Se eu pudesse, daria este livro para todas as mulheres que conheço! 






Título: Somos Guerreiras
Autora: Glennon Doyle Melton
Editora: Intrínseca
Quantidade de páginas: 320
Publicação: 2017
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Glennon resolveu contar sua história para as pessoas, começando desde os seus problemas com a bebida e a bulimia, que adquiriu em sua adolescência em um período de insegurança emocional até o seu casamento frustrado e repleto de situações desagradáveis.  
A autora deixa bem claro que foi uma criança muito amada pela família e que até gostaria de ter tido algum "trauma infantil" para justificar todas as suas impulsividades. Ao se sentir deslocada e perceber que nascer mulher em um mundo machista é muito difícil, ela recorre a métodos para tentar se adaptar à ele, como fingir que gosta de certas coisas e criar uma personagem para poder se tornar parte de um grupo.

[...] Logo me dou conta de que ser inteligente é mais complicado do que ser bonita. Desconhecidos se aproximam e passam as mãos pelos meus cachos, mas quando falo com eles com confiança e clareza, seus olhos se arregalam, e eles recuam. [...] Começo a entender que a beleza entusiasma as pessoas, enquanto a inteligência as deixa pouco à vontade. [...]
Pg. 21

Desde fazer sexo para satisfazer apenas os namorados, usar drogas e roupas apertadas para se tornar uma "garota legal" fizeram de Glennon uma mulher infeliz. Em mais uma de suas idas ao bar, ela reencontra Craig, um cara que estudava na mesma escola que ela no ensino médio. Os dois passam a ter um relacionamento e, devido a uma gravidez indesejada, se casam. 
Como muitas mulheres, Glennon acredita que o casamento irá "salva-la" e que aquele sentimento de solidão que sempre a perseguiu ficará no passado, porém, já na noite de nupcias, ela se questiona e percebe que talvez isso não aconteça.

[...] Estou deitada ao lado de um homem que me ama enquanto seu bebê cresce dentro de mim. Se ainda me sinto só, então é isso. Vou sempre me sentir só. E se o casamento não for um recomeço? E se for só uma continuação? Tenho medo de no fim não ter tornado nada novo. E se não tivermos passado pela transformação? [...]
Pg. 98

Glennon se tornar o que a sociedade nos pede para ser: Uma mãe e esposa dedicada, que vive apenas para a família. Sem ter com quem conversar, já que o marido só trabalha e, quando está em casa, não escuta o que ela diz, Glennon resolve escrever e se torna famosa na internet por sua honestidade.
Seus problemas emocionais acabam piorando ao saber que o marido é infiel e que já à traiu com várias mulheres.
Além de ter que lidar com seus problemas antigos, ela tem que decidir se quer continuar lutando por sua família pelos filhos ou se aproveita a situação para finalmente tentar se renovar.

[...] Paro de me explicar, porque descubro que tomar decisões nunca está relacionado a fazer a coisa certa ou a coisa errada. Trata-se de fazer a coisa precisa. A coisa precisa é sempre incrivelmente pessoal, e muitas vezes não faz sentindo para mais ninguém. [...]
Pg.186

Além de nos contar sua história de superação e autodescoberta, Glennon mostra que todas as mulheres são guerreiras e donas de si. Que devem se impor, dizer o que sentem e deixar claro para a sociedade que não precisamos de um homem para sermos completas. 
Assim como muitas mulheres que também leram o livro, muitos casos retratados tocaram meu coração. Tenho certeza que em algum momento, qualquer mulher irá se familiarizar com a história da autora.
Para finalizar, deixo uma das frases também retratadas no livro que acredito que serve de conselho para todas nós:

[...] Lembre-se: não seja uma dama - seja uma Guerreira. [...] 
Pg. 252

E continuem lutando pelo feminismo! <3
Até a próxima postagem!
Por: Ellen Diniz 

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Vamos falar de: Quem era ela

Boa noite!
Tudo bem com vocês? Estão lendo bastante? <3

Este ano tenho me proporcionado novas experiências literárias. Estou lendo gêneros e histórias diferentes das que estou acostumada, e super recomendo que todos(as) também experimentem isto, até mesmo para conhecer outros autores que também são incríveis no seu estilo.
Não me recordo de ter lido nenhum thriller psicológico e, devido a Editora Intrínseca que me presenteou com um exemplar do livro Quem era ela em sua última sessão (para relembrar o dia ou obter mais detalhes, clique aqui), acabei tendo uma inesquecível primeira vez.




Título: Quem era ela
Autor: JP Delaney
Editora: Intrínseca
Quantidade de páginas: 336
Publicação: 2017



   








O livro intercala a narrativa entre Emma, antiga moradora da Forgate Street nº1 e Jane, que é a nova habitante do lugar. A casa, no qual as duas mulheres moraram em épocas diferentes, tem uma impecável arquitetura e é cercada de tecnologia, além do preço acessível e de ser localizada em um bairro seguro. 
Considerada uma casa perfeita em muitos aspectos, o interessado(a) a morar nela, a principio, deve responder um questionário com 35 perguntas, além, é claro, de seguir algumas regras já estipuladas: Não ter filhos, animais, livros (pois é, livros), cortinas e muitas outras normas estão presentes no contrato.

[...] Eu atraio o caos. Eu transbordo. Mas é exatamente por esse motivo que desejo fazer isso. Quero me reinventar. [...]
Pg. 26

Apesar de todos estes detalhes, Emma e Jane se interessam pela casa e, ao passar pelas primeiras etapas, são levadas até a última delas, que é passar por uma entrevista com Edward Monkford, dono e arquiteto do lugar. 
Quando passam a morar nela, as duas mulheres não imaginam o que o destino reserva para elas, e isso vai sendo revelado ao leitor sempre ao mesmo tempo, o que deixa tudo bem mais misterioso.
Por muitas vezes, a história delas são bem parecidas, principalmente quando envolve Edward. Outro ponto importante é que as duas mulheres estão fragilizadas emocionalmente (cada uma por um motivo diferente).

[...] Falar sobre nossos sentimentos de tristeza nos permite classificá-los e iniciar o processo de separar as emoções necessárias das que são destrutivas. [...]
Pg. 142

Quando Jane, a moradora atual, se muda, ela descobre que a casa está ligada à algumas tragédias, sendo a última delas envolvendo Emma. Com base em informações passadas pelas duas protagonistas, o leitor vai descobrindo quem é Edward e o porque ele é tão perfeccionista e controlador.
Uma coisa que gosto muito nos livros de suspense é esse poder que eles tem de nos fazer odiar, apaixonar e sentir pena de alguns personagens (muitas vezes esses três sentimentos envolvendo apenas um deles), e no livro de Delaney isto aconteceu muito comigo. O livro prende e desperta a curiosidade do leitor desde o primeiro capítulo, além de ter uma história muito bem construída, explicando por muitas vezes certos comportamentos humanos até pela voz de uma psicoterapeuta (Carol Younson).

[...] Estranho como a gente acha que conhece alguém e, na verdade, não conhece de fato. [...]
Pg. 162

O final para mim foi inesperado e confesso que novamente não gostei muito da finalização, justamente por achar que algumas coisas não fizeram sentido e de outras terem sido inacabadas com relação a falta de informação (principalmente com relação a alguns personagens), porém posso dizer com certeza que amei o livro! Graças ao JP, com certeza lerei mais thrillers nesse estilo.
Para finalizar, gostaria de deixar algumas perguntas para vocês presente no tal questionário. Algumas (confesso) não consegui responder. Vocês conseguiriam?
  • Sua filha está em perigo no mar. Ao ir resgatá-la, você percebe que há outras dez crianças na mesma situação. Você pode resgatar sua filha de uma vez ou voltar e pedir ajuda para o grupo inteiro, mas isso pode demorar. O que você faz?
  • Você se sacrificaria para salvar dez desconhecidos inocentes?
  • E quanto a dez mil desconhecidos?

Espero que vocês tenham gostado da postagem de hoje!
Até a próxima!
Por: Ellen Diniz  

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Vamos falar de: A febre do amanhecer

Olá pessoal! <3
Tudo bem com vocês? Eu espero que sim.
Nos últimos dias, li o meu primeiro livro de ficção húngara e precisava dividir o que achei da experiência com vocês. :)

Recebido no último encontro com livreiros da editora Companhia das letras (caso não tenha visto a postagem sobre o evento, clique aqui), a obra A febre do amanhecer foi um dos grandes lançamentos deste semestre.




Título: A febre do amanhecer
Autor: Péter Gárdos
Editora: Companhia das letras
Quantidade de páginas: 216
Publicação: 2017
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Baseado em uma história real e que, por sinal, é sobre os pais do próprio autor, o livro tem como personagens principais Miklós e Lili, dois judeus que sobreviveram ao holocausto. 
Em 1945, após serem libertados dos campos de concentração, não só eles mas como outros sobreviventes são enviados à Suécia e lá mantidos em hospitais. Por mais que a guerra tenha terminado, ela ainda deixou sofrimento e  consequências para essas pessoas.
Miklós, na época um jovem de 25 anos, é alertado pelo médico que terá no máximo seis meses de vida devido a tuberculose que já se encontra em estado avançado. O rapaz não aceita a sua sentença e resolve que quer encontrar uma moça para casar, então, ao verificar uma listagem de suas conterrâneas que se encontravam em hospitais próximos, escreve exatas 117 cartas e começa a sua seleção.

[...] Eu me sinto cansado. Vinte e cinco anos e tanta, tanta coisa ruim. Eu não tenho como lembrar de uma bela vida familiar harmoniosa: Não faz parte de minha história. Talvez seja por isso que eu procure por uma tão desesperadamente. [...]
Pg. 92

E é nessa troca de correspondência que ele conhece Lili Reich, uma moça de 18 anos que está internada em um hospital em Eksjö se tratando de problemas renais. A troca de cartas é constante e é por meio delas que eles passam a ter um relacionamento.
Duas coisas me levaram a ler o livro com antecedência. A primeira é que sou uma grande fã de cartas e do que elas podem transmitir às pessoas e a segunda foi o grande ênfase que aparece sobre a história de amor já na capa do livro. Certo, realmente essas duas coisas aparecem, porém não as colocaria como foco.
Não sei se por publicidade ou por algum outro motivo os pontos fortes do livro ficaram fora da sinopse. Sendo sincera, não o indico como livro de romance, mas sim como um livro de relatos de sobreviventes. Após a guerra, há sempre nos livros de histórias e nos noticiários a quantidade de mortos, porém, por mais que se mencione os sobreviventes, não se é muito enfatizado as inúmeras lesões que sofreram e de como isso os afetas até por anos depois do ocorrido. Seja pela doença que os faz ter que continuar lutando pela sobrevivência ou até mesmo ter que estar em um país desconhecido sem ter notícias de parentes, carregando a aflição de não saber se estão vivos ou mortos, o livro nos mostra que o sofrimento dos judeus foi realmente muito além dos campos de concentração.  

[...] Ontem fui ao cemitério daqui. Eu tinha esperança de que os meus, nas profundezas de um túmulo coletivo, talvez fossem sacudidos por uma memória maior que a humana... É isso. [...]
Pg. 78


Não quero desmerecer a história de amor do casal, até porque, é realmente algo muito bonito e representa um novo recomeço para eles, passando ao leitor que realmente vale a pena seguir em frente e esquecer as coisas ruins do passado. Outra coisa linda no livro é amizade entre os sobreviventes e de como mesmo nas situações complicadas, eles ainda arrumavam um motivo para cantar e dançar.
O livro é realmente muito impactante e nos faz refletir em vários momentos. Indico muito a leitura até para quem não tem o costume de ler livros que mencionem o holocausto e suas consequências. Se você é do tipo de pessoa que não gosta de assuntos tão pesados por se sentir mal lendo (eu sou uma delas), mas quer conhecer um pouco o que os húngaros judeus passaram pode ler sem receio.   

Espero que vocês tenham gostado da postagem de hoje! 
Até a próxima!
Por: Ellen Diniz