sábado, 16 de setembro de 2017

Vamos falar de: A Máquina

“É o mundo que você quer? Então eu trago ele pra você”

A Máquina
Título: A Máquina 

Autores: Adriana Falcão 
Editora: Objetiva 
Quantidade de páginas: 112
Publicação: 2006






  Na contracapa do livro “A Máquina” está escrito: “Um pequeno livro perfeito”.  Por mais que eu pare para pensar, não consigo encontrar uma descrição melhor para esta obra.
 Com uma narrativa poética que me lembrou os folhetos de cordel, a autora Adriana Falcão encanta o leitor ao contar a história do amor de Antônio e Karina.

  A história se passa em Nordestina, uma cidade muito pequena, onde a maior parte de sua população ou foi embora ou pensa em ir. E nunca ninguém chega.

 Para Antônio, não existe lugar melhor. Lá ele tem seu emprego na prefeitura e seu amor por Karina, além de ser um homem inteligente, sonhador e totalmente apaixonado, daqueles que fazem de tudo para ver seu par feliz.
 Karina é uma jovem bonita, que sonha em ir embora, se tornar atriz e ser feliz, mas acaba adiando seus planos quando se vê apaixonada por Antônio.
"Os dois não se afastavam nem nas frases, nem nos cantos, nem mesmo no pensamento." 

Tudo ia muito bem na vida desses dois, até que Karina, cansada de adiar seus sonhos, resolve partir de Nordestina para ver o mundo. Antônio, desesperado com a possibilidade de perder seu grande amor, começa a pensar em um plano para trazer o mundo até ela. Com o seu plano em mente, ele constrói uma máquina capaz de atrair o mundo para Nordestina.

O livro é muito curto e rápido de ler, mas tem uma beleza tão grande em sua história que faz com que você se apaixone por ele.
 Exite também um filme baseado no livro com um elenco incrível, mas que perdeu toda a essência da história ao enfeitar algo que é bonito justamente por ser simples.

Por: Erika Duarte

domingo, 3 de setembro de 2017

Vamos falar de: A Bela e a Fera

Boa tarde gente!
Tudo bem com vocês? Estão aproveitando o final de semana? <3
Hoje vim falar sobre uma história que AMO e que tenho certeza que a maioria de vocês também. 

Para nossa sorte, a Disney nos presenteou este ano com uma nova adaptação que ficou maravilhosa, ainda mais escolhendo a Emma Watson como personagem principal. Elizabeth Rudnick resolveu escrever um livro nos deixando com esta nova adaptação também por escrito, o que particularmente também me deixou encanta. Com certeza vocês já entenderam que estou falando de A Bela e a Fera, um clássico muito conhecido e amado por todos(as). <3 <3




Título: A Bela e a Fera
Autora: Elizabeth Rudnick
Editora: Universo dos livros
Quantidade de páginas: 208
Publicação: 2017












Um príncipe egoísta, vaidoso e cruel que, em uma de suas festas cheias de glamour, nega ajuda e humilha uma pobre velhinha que pedia abrigo e que trazia consigo apenas uma rosa. Mal sabia este tal príncipe que era uma bela feiticeira disfarçada, que tinha como objetivo testar sua bondade. Ao provar que não tinha amor no coração, foi enfeitiçado junto com todo o seu castelo e os moradores dele. 

"[...] A rosa que ela oferecera ao príncipe era encantada. Se o príncipe aprendesse a amar alguém e conquistasse o amor dessa pessoa, quando a última pétala caísse a maldição seria quebrada. Caso contrário, ele estaria condenado a permanecer no corpo de uma fera para sempre. [...]
P. 15

Fato: Até quem não gosta do filme ou não assistiu conhece ao menos está parte da história certo? 
A base desta nova adaptação é a mesma, porém é acrescentado mais alguns detalhes que nos faz amar ainda mais a Bela e até mesmo a própria Fera em seu momento mais cruel.
Com relação a Bela, ela sempre foi rejeitada na aldeia Villeneuve, lugar onde morava com seu pai, por ser uma garota independente, que sempre buscou conhecimento em uma época onde mulheres eram proibidas até de aprender a ler. Um lugar tão pequeno e com assuntos tão escassos não fazia com que Bela se sentisse bem, motivando-a ainda mais a sonhar em conhecer outros lugares.

"[...] A verdade é que ela tinha mais prazer em ler do que em ter conversas banais e tediosas [...]"
P. 19

O que vem a seguir não é segredo e nem se altera: Maurice, pai de Bela, se perde na floresta, encontra o castelo e, ao pegar uma rosa no jardim para a filha, se torna prisioneiro da Fera. Bela, para salvar o pai, fica no lugar dele como prisioneira e começa a entender aos poucos toda a história mágica por trás do castelo através de seus moradores que se tornaram objetos devido a maldição.
Um trecho acrescentado na história é um livro mágico que se encontra na biblioteca da Fera, que transporta qualquer pessoa a qualquer lugar desejado. É neste momento que conhecemos um pouco mais sobre o que aconteceu com nossa protagonista na infância.
Para não deixar explicações sobre a Fera de lado, conhecemos também um pouco sobre a história de seus pais e do motivo dos moradores amarem tanto o seu "amo" apesar dele os ter condenado a viver desta forma.
Não sei se é devido ao meu amor pela escrita, mas ter a oportunidade de ler sobre a transição da Fera e do amor que vai surgindo aos poucos entre os dois foi muito bom para mim, além de me fazer reviver a parte mais doce da minha infância.

[...] Estou vendo o homem dentro da Fera. [...]
P. 137

Por se tratar de um livro juvenil, novamente vejo a oportunidade de incentivar a leitura por meio dele. Garanto que os amantes do filme vão adorar ter a oportunidade de também ler a história, e tenho certeza que até abrirá caminhos para muitas outras.
Este é mais um livro que vou guardar com todo carinho na minha estante com toda a certeza!

"[...] Um conto que começou com "era uma vez" terminaria, Bela tinha certeza disso, com "felizes para sempre". [...]"
P. 204 

Espero que tenham gostado da postagem!
Que a magia e o encanto estejam sempre presentes na vida de vocês!
Até a próxima!
Por: Ellen Diniz

sábado, 26 de agosto de 2017

Sessão Intrínseca - Segundo Semestre (2017)

Boa noite gente! S2
Tudo bem com vocês?

Os eventos do segundo semestre deste ano já começaram com tudo!
Na última quarta-feira (dia 24/08) participamos de mais uma Sessão Intrínseca que foi realizada no MASP, tendo início às 09h00.



Caprichando como sempre, a editora está preparando lançamentos MARAVILHOSOS para alegria dos leitores viciados como nós (kkkkk).
Claro que tinha que compartilhar os títulos e as novidades né? Então se preparem para a listinha linda que deixarei para vocês (e é melhor já irem preparando também o coração e o bolso)! 😂


Destaques:

  • Breve história de sete assassinatos (Marlon James);
  • Dias bárbaros - Vida no surfe (William Finnergan);
  • Tartarugas até lá embaixo (John Green)---- 10/outubro;
  • *Com vídeo do autor falando sobre o livro
  • Mindhunter – O primeiro caçador de Serial Killers americano (Jonh Douglas e Mark Olshakar)
  • *Com trailer da série baseada no livro, que estréia em outubro na Netflix
  • Rejuvelhecer – A saúde como prioridade (Sergio Abramoff);
  • Leonardo da Vinci (Walter Isaacson) ---17/outubro;
  • O ego é seu inimigo – Como dominar seu pior adversário (Ryan Holiday) --- 09/setembro;
  • Frantumaglia (Elena Ferrante);
  • Endurance – Um ano no espaço (Scott Kelly) --- 31/outubro;
  • A sutil arte de ligar o Foda-se – Um método inusitado para uma vida melhor (Mark Manson);
  • Piano Vermelho (Josh Mallerman);
  • Até que a culpa nos separe (Liane Moriarty);
  • Por trás de seus olhos (Sarah Pinborough);
  • Hoje vai ser diferente (Maria Semple) --- 28/agosto;
  • Mulheres sem nome (Martha Hall Kelly);
  • Meu livro eu que escrevi (Raony Phillips);
  • *Teve um breve vídeo sobre a série Girls in the House e a participação do autor lendo trechos do livro.
  • Destrua este diário: Agora em cores (Keri Smith) --- outubro;
  • Amor e Gelato (Jenna Evans Welch);
  • Fantasma (Jason Reynolds);
  • Magnus Chase – O navio dos mortos (Rick Riordan) --- 03/outubro;
  • *Vídeo da editora explicando a trilogia
  • Box da trilogia - Para todos os garotos que já amei (Jenny Han) --- 09/setembro;
  • Com vídeo da autora.
  • Jogo de espelho (Cara Delevingne) --- 03/outubro
  • *Com vídeo sobre o livro
  • Extraordinário – Capa do filme (R. J. Palacio);
  • *Com trailer do filme.

Na saída, além da sacola recheada de coisas boas, ainda recebemos um chocotone da editora.
Ficou curioso(a) para saber o que ganhamos? Confere lá no nosso instagram! 
@vireaspaginas

Até a próxima postagem!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Vamos falar de: Tudo e Todas as Coisas

“Se minha vida fosse um livro e você o lesse de trás para a frente, nada mudaria. Hoje é igual a ontem. Amanhã vai ser igual a hoje. No livro de Maddy, todos os capítulos são iguais.”

Tudo e Todas As CoisasTítulo: Tudo e Todas as Coisas 
Autores: Nicola Yoon
Editora: Arqueiro 
Quantidade de páginas: 280
Publicação: 2017

Sinopse:A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são minha mãe e minha enfermeira, Carla.
Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente da casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly.


  Apaixonante... Não tem como falar da escrita de Nicola Yoon, e não destacar esta palavra.
 Essa autora foi uma das grandes surpresas que tive este ano. Com sua escrita simples, cativante e cheia de significados, ela ganhou minha admiração com “O sol também é uma estrela”, e agora com a leitura de “Tudo e todas as coisas” isso só se confirmou.
“A vida é um dom. Não se esqueça de vivê-la.”
 Tudo e todas as coisas conta a história de Madeline, uma garota otimista que por causa de uma doença imunológica rara, diagnosticada quando ainda era bebê, vive uma vida solitária, convivendo somente com sua mãe e a enfermeira em sua bolha protetora.

 Mesmo não podendo conhecer o mundo, Mad ainda se mantém sonhadora e determinada a não fazer com que sua condição a desanime.
  Até que uma nova família se muda para casa ao lado, fazendo com que Mad se de conta do que está perdendo.
 Logo na chegada da família, Madeline se encanta com Olly e o sentimento e recíproco, dando a garota uma nova ocupação, a de “espiã” dessa família.
 “Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado.”
 O desenvolvimento da amizade de Olly e Mad é algo natural, começando pela curiosidade e se tornando algo essencial para ambos. Para Mad, Olly é sua conexão com o mundo e para Olly, Mad é seu escape dos problemas da família e principalmente de seu pai agressivo e alcoólatra. Isso faz com que ambos dentro das limitações de Mad se tornem inseparáveis.
 E quando o amor chega, vem a vontade de tocar, de beijar e de estar junto, mas o que se pode fazer se tudo isso é proibido? Se um simples aperto de mão pode matar Mad?
O jeito é arriscar e ir até as ultimas conseqüências para viver esse amor, e se essas conseqüências envolvem uma viagem romântica para o Havaí, para ver o mar pela primeira vez, Mad não pensa duas vezes, afinal, para ela existem coisas pela qual vale a pena arriscar.
“Amar alguém com tanta intensidade como minha mãe me ama deve ser como carregar o coração fora do corpo, sem pele, sem ossos, sem nada para protegê-lo” 
 É lindo ver a cumplicidade de ambos nascer, é lindo ver como ao seu modo cada um se torna a força do outro. Mas também é lindo ver a forma como Madeline se relaciona com as outras pessoas na sua vida, como Carla não e só sua enfermeira, mas também sua melhor amiga e como ela se preocupa com o peso que sua doença pode trazer para vida da mãe e seu amor incondicional, até mesmo o pai e o irmão, que morreram quando ela ainda era muito jovem, ganham um espaço no grande coração de Mad. 

Por: Erika Duarte 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Vamos falar de: Contos da Academia dos Caçadores de Sombras

Contos da Academia dos Caçadores de SombrasTítulo: Contos da Academia dos Caçadores de Sombras
Autores: Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman
Editora: Galera Record
Quantidade de páginas: 504
Publicação: 2017

Sinopse: Simon não se lembra do seu passado, das aventuras que viveu ao lado dos amigos... Nem sequer sabe quem é, de fato. Então, quando a Academia de Caçadores de Sombras reabre, o rapaz mergulha nesse novo mundo, determinado a se reencontrar. Mesmo sem ter certeza de que quer voltar a ser aquele velho Simon de antes.

“Não sabia por que os livros não o ensinavam a falar de um jeito que as pessoas quisessem ouvir”

 Cassandra Clare é daquelas autoras em que a gente lê até a sua lista do supermercado e não sai decepcionado, e com os “Contos da Academia dos Caçadores de Sombras”  não foi diferente. Em 10 contos, a autora em parceria com outros 3 autores narra a difícil jornada de um aprendiz de shadowhunter.
 Simon Lewis, nosso querido ex-vampiro, é agora um aluno da Academia dos Caçadores de Sombras, e cada conto além de apresentar seu duro trajeto até a sua ascensão como um shadowhunter, revisita antigos e amados personagens de todo o universo criado pela autora, tornando a leitura das outras 3 séries lançadas até agora por ela fundamental.

“Somos o que nosso passado fez de nós [...] O acúmulo de milhares de escolhas diárias. Podemos mudar, mas jamais podemos apagar o que fomos.”

 No final de Cidade do Fogo Celestial, para salvar seus amigos de um Demônio Maior, Simon abre mão de todas as suas memórias sobre o mundo das sombras, e isso inclui as pessoas que ele conhecia e sua condição como vampiro. A única solução para se reconectar com esse mundo perdido é entrando para a nova “escola” de caçadores de sombras.
 Após toda tragédia e as inúmeras vidas perdidas no livro Cidade do Fogo Celestial, a alternativa para restaurar a sociedade shadowhunters é procurar pelo mundo Mundanos que tenham “A Visão” e que estejam dispostos a acender como um shadowhunter.

 O que Simon não esperava era a decadência em que a Academia se encontra, com sua construção caindo aos pedaços, paredes dominadas pelo lodo, banheiros que não se pode utilizar, falta de comida, uma infestação de ratos e pior do que tudo isso está o preconceito com que os nascidos shadowhunters tratam os Mundanos. Todos esses fatores contribuem para que Simon questione em vários momentos seu futuro dentro dessa sociedade.

“[...] Como podemos esperar que você acredite em alguma coisa ou em alguém, se você não acredita em si mesmo?” 

 Em meio a esse mundo que é ao mesmo tempo novo e familiar, Simon estabelece novos laços de amizade com seus companheiros de academia e restabelece laços que pareciam estar perdidos, como sua amizade por Clare e seu amor por Isabelle. E apesar de todo o trabalho duro e a confusão de seus sentimentos ele ainda encontra tempo para descobrir segredos de seu novo mundo, como a história do Herondale perdido e o que aconteceu com os irmãos Blackthorn (Arthur e Andrew) enquanto estavam presos no reino das fadas, e a origem dos Blackthorn meio fadas, Helen e Mark.

“... Te amo, não importa o que aconteça. Pessoas falam essas coisas sem pensar nas possíveis conjunturas tenebrosas ou nas condições terríveis, no mundo inteiro mudando e no amor escapando. Ninguém imaginava que seu amor seria testado e que fracassaria.”

  Como sempre Cassandra Clare criou personagens maravilhosos, e os envolveu em uma história muito bem construída que vela muito a pena ser lido.  

Por: Erika Duarte

terça-feira, 4 de julho de 2017

Vamos falar de: Diário de um ladrão de oxigênio

Boa noite! 
Tudo bem com vocês? <3

Ontem terminei um livro que já estava na minha lista de desejados há um bom tempo! Consegui adquiri-lo semana passada (uhuuul \o/) e, apesar de ter lido alguns comentários negativos sobre ele, decidi também compartilhar com vocês a minha opinião.





Título: Diário de um ladrão de oxigênio
Autor: Anônimo 
Editora: Intrínseca
Quantidade de páginas: 160
Publicação: 2016
Skoob












A curiosidade já começa na própria capa: O autor resolveu não se identificar.
Não sei vocês, mas eu nunca tinha lido nada de um anônimo. Sou do tipo de leitora que, após ler alguma obra, procura tudo sobre o escritor(a), seja para saber sobre a história dele(a), o motivo de ter escrito, etc. Ao menos neste caso, já no próprio livro, as circunstâncias que levaram esse misterioso homem à escreve-lo fica muito evidente, o que acabou sendo uma espécie de "consolo" para mim.
Como já se pode identificar na sinopse, o anônimo é um ser paranoico que resolveu contar sua história enfatizando sua relação com a bebida e as mulheres. Algo que o fazia sentir prazer e alegria era machuca-las psicologicamente e, para isso, ele tinha uma espécie de esquema: Assim que percebia que elas estavam apaixonadas por ele começava a lhes causar sofrimento. 

"[...] De algum modo eu conseguia atrair aquelas criaturas para o meu covil. Passava metade do tempo tentando afastá-las, mas isso tinha o efeito contrário. E o fato de elas se sentirem atraídas por um merda como eu fazia com que as odiasse ainda mais do que se rissem na minha cara e fossem embora. [...]"
P. 10

O autor é definitivamente um homem desprezível e cruel em muitos dos seus relatos, porém, além da repulsa que eu como mulher inevitavelmente senti por ele, teve outra coisa que chamou mais a minha atenção nessa história toda. É evidente que por trás de uma pessoa problemática, na maior parte das vezes, há uma história traumática (ou até várias delas) e isso é até mencionado em um determinado momento, porém o anônimo não quer que o leitor sinta pena dele, o que faz com que ele não se aprofunde nos assuntos levantados. 
Em minha interpretação, o escritor se odeia e quer que as mulheres o odeiem também, talvez por achar que merecer o ódio é uma forma de justificar tudo o que aconteceu com ele ou para se sentir superior. Enfim, há várias interpretações e coisas incompletas que, se percebidas, fazem toda a diferença.

"[...] Não somos punidos pelos pecados que cometemos; eles é que nos punem. [...]"
P.31

Claro que, em um momento de sua vida, ele decide largar a bebida, fica por anos sem se relacionar com nenhuma mulher e começa a ter uma vida profissional bem sucedida, ganhando até uma certa fama no ramo publicitário (talvez este também seja um dos motivos pelo qual ele resolveu não se identificar). É nessa fase que ele conhece Aisling e se apaixona por ela.
Sabe quando dizem que o mundo dá voltas? É bem isso que acontece! 
Não vou entrar em detalhes sobre a relação dos dois, porém, acreditem, ele teve um pouco do que mereceu e sabe disso. Como citei anteriormente, pelo que percebi, ele não queria que o leitor sentisse empatia por ele, apenas escreveu para desabafar e se proteger (quem resolver ler o livro entenderá esta parte).
Não foi uma das minhas melhores leituras (confesso), porém achei extremamente interessante entender um pouco do que se passa na mente de um homem como ele e que, convenhamos, lembra muitos por aí. 
Para finalizar, deixo uma frase que contém no verso do livro e que foi bem mencionada durante a leitura: Pessoas machucadas machucam pessoas. Não é um padrão, é claro, mas faz sentido em alguns casos. 

Espero que tenham gostado da postagem de hoje!
Até a próxima!
Por: Ellen Diniz

terça-feira, 27 de junho de 2017

Vamos falar de: Melodia Mortal

Boa noite! <3
Como estão as leituras de vocês? 
As minha estão INCRÍVEIS! Este ano as editoras capricharam nos lançamentos né? *_*

Tive o prazer de no começo deste mês (dia 10) ouvir o Pedro Bandeira falar em um evento organizado pela livraria Fnac do Shopping Morumbi. Claro que já conhecia muitas obras dele, porém não tinha tido o prazer de ler nenhuma (e sim, eu sei que isto é uma vergonha). 
Como nunca é tarde para apreciar o que é bom, aproveitei o lançamento de seu novo livro de ficção voltado para o público adulto e adquiri o meu exemplar. 




Título: Melodia mortal
Autores: Pedro Bandeira e Guido Carlos Levi
Editora: Fábrica231 (Editora Rocco)
Quantidade de páginas: 240
Publicação: 2017
Skoob













Vincenzo Bellini, Frédéric Chopin, Mozart, Tchaikovsky, Robert Schumann e Ludwig van Beethoven: Quem nunca ouviu falar em ao menos um destes grandes artistas? Todos eles foram gênios que ingressaram na música ainda jovens e que deixaram suas marcas na história com seus talentos inigualáveis.
Além da música, estes homens também tem em comum algo muito interessante: A morte de todos eles é cercada por mistérios e incertezas que até hoje são questionados por muitos estudiosos. 
Durante alguns de seus trabalhos, adivinhem quem também tem dúvidas sobre o que pode ter acontecido com estes músicos? Ninguém mais ninguém menos do que o famoso detetive Sherlock Holmes!
Como sempre os contos, que foram mantidos em segredo até então, tem como escritor e narrador o fiel amigo e parceiro de Holmes, o Dr. John H. Watson.
Encontrados e compartilhados pela Confraria dos médicos Sherlockianos, que é um grupo formado por doze especialistas renomados e bem sucedidos em suas carreiras, cada conto, após lido, é discutido e debatido por eles juntando todas as possíveis causas médicas que levaram cada um desses músicos a falecer precocemente. 
São no total seis contos e cada um deles refere-se à um músico por vez. Após serem mostrados em cada capítulo, possuem na sequência a reunião com os médicos.  

"[...] E, pelo bem ou pelo mal, é a lei que faz um país, senhor detetive inglês. [...]"
P. 136
  
Me fascina quando um livro, além de entreter, nos faz querer pesquisar e conhecer mais sobre certos assuntos.  Pedro e o Dr. Guido, além de trazer Holmes e Watson para uma obra atual e matar ao menos um pouco a saudade dos fãs, também nos enriquece com seus conhecimentos, deixando nítida a pesquisa minuciosa feita para todos os casos. É impossível não ficar curioso(a)! Por diversas vezes me vi pesquisando algo não só sobre a história dos músicos, mas também sobre certos diagnósticos médicos ----> (risos).
Também gostei bastante que, no final de cada capítulo, os autores deixam aos leitores indicações de composições, além da breve história de cada um dos artistas.

Para finalizar, além de dizer que estou encantada (o que é bem evidente), compartilho com vocês uma das frases que mais gostei no livro e que acredito que simplifica a opinião dos autores quanto aos famosos músicos que se eternizaram por meio de suas obras:

"[...] A morte de grandes compositores... - devaneou. - Acho que não é importante saber a causa de eles terem deixado de existir, meu caro Watson. O que importa para a humanidade é o privilégio de eles terem existido! [...]"
P.239 

Espero que tenham gostado! <3
Já estou me preparando para novas aventuras!
Por: Ellen Diniz